Homossexualismo: Opção ou Condição? PDF Imprimir E-mail
Artigos - Comportamento Humano
Quando um bebê nasce, sua identidade sexual é reconhecida pelos caracteres sexuais primários.
Se ele irá confirmar ou não essa identidade sexual, depende da complementação de caracteres secundários (testículos nos meninos e ovários nas meninas) e de um processo mais complexo
(o sexo psicológico), que irá se desenvolver no decorrer dos anos.
Se no sentido fisiológico as pessoas podem ter sua identidade sexual definida de forma estanque, a partir da presença de órgãos sexuais característicos de cada gênero, o mesmo não ocorre com o sexo psicológico.
Neste nível, a sexualidade se apresenta numa escala que varia, desde um comportamento extremamente feminino numa mulher, passando por mulheres pouco femininas, mulheres masculinizadas até homossexuais femininas; da mesma forma, podemos encontrar homens extremamente masculinos, homens pouco masculinos, homens feminilizados e homossexuais masculinos.
Os mais recentes estudos realizados no campo da sexualidade mostram que, ainda na infância, a tendência sexual começa a se delinear, motivo pelo qual considera-se inadequado o termo opção sexual, uma vez que a tendência começa a se manifestar ainda na primeira infância (até os sete anos de idade), período em que a criança ainda não possui uma capacidade avaliativa que lhe permita realizar o que poderíamos chamar de escolha.
O que costuma ocorrer, é que a partir desta idade, a criança tenta reunir-se às crianças do sexo com o qual se identifica psicologicamente e se este não estiver de acordo com a sua fisiologia, ela tende a ser discriminada pelas outras crianças.
Se um menino com tendências homossexuais tenda brincar com meninas, ele é expulso do grupo e quando procura juntar-se aos meninos, passa a ser também ridicularizado, descobrindo muito cedo em sua vida, com grande sofrimento e angústia, que é diferente dos demais.
Esta descoberta, a princípio é assustadora e de alguma forma identificada pela própria criança como um fato que deve ser escondido dos outros e, principalmente, da família e dos pais.
Este comportamento de exclusão contribui para que a partir da adolescência, o jovem procure os guetos homossexuais, correndo riscos de tornar-se promíscuo, acentuando cada vez mais as suas dificuldades de relacionamento com heterossexuais de um modo em geral e tornando-se objeto de fortes preconceitos por parte da sociedade.
O fato de que as pessoas saibam que o homossexualismo é uma condição que o indivíduo parece trazer desde o seu nascimento, na forma de uma tendência, pode facilitar a redução do preconceito e a aceitação do ser humano que existe neste indivíduo, que, enquanto tal, possui qualidades e características que podem torná-lo apreciável e respeitável como qualquer outra pessoa.
Este respeito pela natureza humana, por sua vez, pode ajudar as pessoas que vivem este tipo de situação a sentirem-se socialmente mais integradas, contribuindo para a melhora da sua auto estima, que habitualmente costuma ficar tão abalada e provocar tanta depressão.
Em termos de Individualidade ou Essência, todo ser humano possui o masculino e o feminino dentro de si.
Quando utilizo regressão de memória, com pessoas que apresentam uma condição homossexual, normalmente encontro registros transpessoais (memória de outras épocas) em que uma personalidade feminina mal resolvida, parece emergir e contaminar a personalidade masculina atual, externando aspectos femininos que deveriam estar armazenados no inconsciente profundo.
Da mesma forma, homossexuais femininas também parecem trazer memórias de antigas personalidades masculinas com experiências emocionais traumáticas.
Neste campo, muito ainda se terá que estudar, até que as pesquisas permitam a construção de uma teoria que possa realmente explicar a questão do homossexualismo.
Até lá, o mais importante é que estas pessoas possam contar com a compreensão do fato de que, como qualquer outro ser humano, elas são muito mais do que apenas o rótulo que trazem de uma condição sexual diferente da maioria e, como tal, podem desempenhar funções úteis à comunidade em que vivem, integrando-se a ela.
 
Sueli Meirelles - Psicoterapeuta Holística 

 

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