03 - Tratamento das doenças e o Espiritismo PDF Imprimir E-mail
Artigos - Direto ao Ponto
1 - O Espiritismo pode contribuir para o tratamento das doenças?

Emmanuel - A doutrina Espírita, expressando o Cristianismo Redivivo, não apenas  descortina os panoramas radiantes da imortalidade, ante o grande futuro, mas é  igualmente luz para o homem, a clarear-lhe o caminho; desse modo, desempenha  função específica no tratamento das doenças que fustigam a Humanidade, por  ensinar a medicina da alma, em bases no amor construtivo e reedificante.
Nas trilhas da experiência terrestre, realmente, a cada trecho, surpreendemos  desequilíbrios, a se exprimirem por enfermidades individuais ou coletivas.

2 - Existe uma patologia da alma?

Emmanuel - Mágoas, ressentimentos, desesperos, atritos e irritações entretecem  crises do pensamento, estabelecendo lesões mentais que culminam em processos  patológicos, no corpo e na alma, quando não se convertem, de pronto, em pábulo da  loucura ou em sombra da morte.

3 - Por que acontece assim?

Emmanuel - Isso acontece porque milhões de criaturas, repostas no lar,  recapitulam amargosas e graves experiências, junto àqueles que atormentaram  outrora ou que outrora lhes foram implacáveis verdugos; metamorfoseados em  companheiros que, às vezes, trazem o nome de pais e figuram-se adversários  intransigentes; responderam por filhos e mais se assemelham a duros algozes dos  corações afetuosos que lhes deram o tesouro do berço; carregam a certidão de  esposos e parecem forçados, em algemas duplas na pedreira do sofrimento; fazem-se  conhecidos por titulares da parentela e exibem-se, à feição de carrascos  tranqüilos.

4 - Como classificar o reduto doméstico, onde se reúnem sob os mesmos interesses  e sob o mesmo sangue os inimigos de existências passadas?

Emmanuel - Do ponto de vista mental,os adversários do pretérito, reencarnados no  presente, expandem entre si tamanha carga vibratória de crueldade e rebeldia, que  transfiguram o ninho familiar em furna, minado por miríades de raios destrutivos  de azedume e aversão.

5 - Qual o papel dos princípios espíritas diante dos conflitos familiares?

Emmanuel - Diante dos conflitos familiares, surgem os princípios espíritas por  medicação providencial.

6 - Qual o ponto fundamental do socorro espírita nos males de origem doméstica?

Emmanuel - Claramente, na educação individual e, evidenciando a reencarnação,  destaca o impositivo da tolerância mútua, por terapêutica espiritual imediata, a  fim de que os pontos nevrálgicos do indivíduo ou do grupo sejam definitivamente  sanados.

7 - Como classificam a Doutrina Espírita as pessoas difíceis da convivência ou da  consangüinidade?

Emmanuel - A Doutrina Espírita, proclamando o entendimento fraterno por medida  inalienável, perante os ajustes precisos, cataloga os irmãos transviados na ficha  dos enfermos carecentes de compaixão e socorro.

8 - Como funcionam os ensinamentos espíritas na cura dos males que infelicitam as  criaturas humanas?

Emmanuel - Os ensinamentos espíritas, despertando a mente para a necessidade do  trabalho e do estudo espontâneo, preparam a criatura em qualquer situação, para a  obra do aperfeiçoamento próprio e desvelando a continuidade da vida, para lá da  morte, patenteiam ao raciocínio de cada um que a individualidade não encontrará,  além-túmulo, qualquer prerrogativa e sim a felicidade ou o infortúnio que  construiu para si mesma, através daquilo que fez aos semelhantes.

9 - A caridade pode auxiliar nas curas dos males humanos?

Emmanuel - Fácil verificar, assim, que a Doutrina Espírita encerra a filosofia do  pensamento reto, por agente preservativo da saúde moral, e consubstancia a  religião natural do bem, cujas manifestações definem a caridade por terapêutica  de alívio e correção de todos os males que afligem a existência.

10 - Em que fórmulas essenciais se baseiam a terapêutica espírita?

Emmanuel - Com os ensinamentos espíritas aprendemos que os atos de bondade, ainda  os mais apagados e pequeninos, são plantações de alegrias eternas e que o perdão  incondicional das ofensas é a fórmula santificante para supressão da dor e  renovação do destino.

11 - Quais são os medicamentos do espírito?

Emmanuel - Nas atividades espíritas, colhemos do magnetismo sublimados benefícios  imediatos, seja no clima do passe, sob o influxo da oração, ou no culto  sistemático do Evangelho no lar, por intermédio dos quais, benfeitores e amigos  desencarnados nos reequilibram as forças, através da inspiração elevada,  apaziguando-nos os pensamentos, ou se valem de recursos mediúnicos esparsos no  ambiente, a fim de nos propiciarem socorro à alma aflita ou às energias exaustas.
 
Se abraçastes, pois, a Doutrina Espírita, perlustra-lhes os ensinos e  compreenderás que a humildade e a benevolência, o serviço e a abnegação, a  paciência e a esperança, a solidariedade e o otimismo são medicamentos do  Espírito, transformando lutas em lições e dificuldades em bênçãos, porque no  fundo de cada esclarecimento e de cada mensagem consoladora, que te fluem da  inspiração, ouvirás a palavra do Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos  amei”. EMMANUEL (Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo  Vieira) Fonte: Universo Espírita


* * *


1 - A invasão microbiana está vinculada a causas espirituais?

André Luiz - Excetuados os quadros infecciosos pelos quais se responsabiliza a  ausência da higiene comum, as depressões criadas em nós por nós mesmos, nos  domínios do abuso de nossas forças, seja adulterando as trocas vitais do cosmo  orgânico pela rendição ao desequilíbrio, seja estabelecendo perturbações em  prejuízo dos outros, plasmam, nos tecidos fisiopsicossomáticos que nos constituem  o veículo de expressão, determinados campos de rutura na harmonia celular.

Verificada a disfunção, toda a zona atingida pelo desajustamento se torna  passível de invasão microbiana, qual praça desguarnecida, porque as sentinelas  naturais não dispõem de bases necessárias à ação regeneradora que lhes compete,  permanecendo, muitas vezes, em derredor do ponto lesado, buscando delimitar-lhe a  presença ou jugulhar-lhe a expansão.

Desarticulado, pois, o trabalho sinérgico das células nesse ou naquele tecido, aí  se interpõem as unidades mórbidas, quais as do câncer, que, nesta doença,  imprimem acelerado ritmo de crescimento a certos agrupamentos celulares, entre as  células sãs do órgão em que se instalem, causando tumorações invasoras e  metastáticas, compreendendo-se, porém, que a mutação, no início, obedeceu a  determinada distonia, originária da mente, cujas vibrações sobre as células  desorganizadas tiveram o efeito das projeções de raios X ou de irradiações  ultravioleta, em aplicações impróprias.

Emerge, então, a moléstia por estado  secundário, em largos processos de desgaste ou devastação, pela desarmonia a que  compele a usina orgânica, a esgotar-se, debalde, na tarefa ingente da própria  reabilitação, no plano carnal, quando o enfermo, sem atitude de renovação moral,  sem humildade e paciência, espírito de serviço e devotamento ao bem, não consegue  assimilar as correntes benéficas do Amor Divino que circulam, incessantes, em  torno de todas as criaturas, por intermédio de agentes distintos e inumeráveis, a  todas estimulando, para o máximo aproveitamento na Terra.

Quando o doente, porém, adota comportamento favorável a si mesmo, pela simpatia  que instila no próximo, as forças físicas encontram sólido apoio nas radiações de  solidariedade e reconhecimento que absorve de quantos lhe recolhem o auxílio  direto ou indireto, conseguindo circunscrever a disfunção aos neoplasmas  benignos, que ainda respondem à influência organizadora dos tecidos adjacentes.

Sob o mesmo princípio de relatividade, a funcionar, inequívoco, entre doença e  doente, temos a incursão da tuberculose e da lepra, da brucelose e da amebíase,  da endocardite bacteriana e da cardiopatia chagásica, e de muitas outras  enfermidades, sem nos determos na discriminação de todos os processos morbosos,  cuja relação nos levaria a longo estudo técnico.

É que, geralmente, quase todos eles surgem como fenômenos secundários sobre as  zonas de predisposição enfermiça que formamos em nosso próprio corpo, pelo  desequilíbrio de nossas forças mentais a gerarem ruturas ou soluções de  continuidade nos pontos de interação entre o corpo espiritual e o veículo físico,  pelas quais se insinua o assalto microbiano a que sejamos mais particularmente  inclinados pela natureza de nossas contas cármicas.

Consolidado o ataque, pela brecha de nossa vulnerabilidade, aparecem as moléstias  sintomáticas ou assintomáticas, estabilizando-se ou irradiando-se, conforme as  disposições da própria mente, que trabalha ou não para refazer a defensiva  orgânica em supremo esforço de reajuste, ou que, por automatismo, admite ou  recusa, segundo a posição em que se encontra no princípio de causa e efeito, a  intromissão desse ou daquele fator patogênico, destinado a expungir dela, em  forma de sofrimento, os resíduos do mal, correspondentes ao sofrimento por ela  implantado na vida ou no corpo dos semelhantes.

Não será lícito, porém, esquecer que o bem constante gera o bem constante e, que,  mantida a nossa movimentação infatigável no bem, todo o mal por nós amontoado se  atenua, gradativamente, desaparecendo ao impacto das vibrações de auxilio,  nascidas, a nosso favor, em todos aqueles aos quais dirijamos a mensagem de  entendimento e amor puro, sem necessidade expressa de recorrermos ao concurso da  enfermidade para eliminar os resquícios de treva que, eventualmente, se nos  incorporem, ainda, ao fundo mental.

Amparo aos outros cria amparo a nós próprios, motivo porque os princípios de  Jesus, desterrando de nós animalidade e orgulho, vaidade e cobiça, crueldade e  avareza, e exortando-nos à simplicidade e à humildade, à fraternidade sem limites  e ao perdão incondicional, estabelecem, quando observados, a imunologia perfeita  em nossa vida interior, fortalecendo-nos o poder da mente na auto-defensiva  contra todos os elementos destruidores e degradantes que nos cercam e  articulando-nos as possibilidades imprescindíveis à evolução para Deus.
 
ANDRÉ  LUIZ
(Evolução em Dois Mundos, parte II, cap. XX, André Luiz/Chico Xavier/Waldo  Vieira, FEB)
 

Males do Cigarro - Rede Globo

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